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27/03/2015 16h00 - por Canal Executivo

Estudo revela perfil ético dos profissionais brasileiros

Estudo revela perfil ético dos profissionais brasileiros

Nesse momento em que a ética, a transparência e o combate à corrupção são temas de destaque no debate nacional, a ICTS Protiviti, consultoria especializada em Gestão de Riscos, Auditoria Interna, Ética, Compliance e Segurança, apresenta os resultados da pesquisa bienal (2012/2014) intitulada “Perfil Ético dos Profissionais das Corporações Brasileiras”.

 

A 2ª edição da pesquisa contou com a participação de 8.712 profissionais de 121 empresas privadas com operações em território nacional. O estudo apresenta o posicionamento diante de dilemas éticos, como disposição para denúncias, suborno, atitude frente a erros, e pontos a serem considerados pelas organizações na gestão da ética e do compliance individual dos profissionais.

 

O levantamento revela que os profissionais mais jovens encabeçam, como maioria, o grupo de alto risco em grande parte dos dilemas éticos.

 

Os dados abaixo demonstram o percentual da faixa etária diante de cada dilema:

 

* 68% até 24 anos tendem mais a hesitar em denunciar;

 

* 82% até 24 anos tendem mais a aceitar atos antiéticos;

 

* 62% de 25 a 34 anos tendem mais a ocultar erros de colegas;

 

* 59% até 24 anos tendem mais a decidir sobre o furto a partir das circunstâncias;

 

* 56% até 24 anos tendem mais a decidir sobre o suborno a partir das circunstâncias;

 

* Aproximadamente 7 em cada 10 jovens tendem mais a aceitar presentes no trabalho (Suborno em forma de presentes).

 

Uma análise para estes resultados é a de que jovens tomam decisões rápidas - e às vezes precipitadas -, apresentam baixa tolerância à frustração e não lidam bem com autoridades. “Somados os fatores, podemos começar a compreender o motivo de ter sido identificada uma maior incidência de jovens nas decisões de risco frente aos dilemas éticos aqui abordados”, avalia Mauricio Reggio, sócio-diretor da ICTS.

 

Neste cenário, o desafio para as organizações é o de formar esses jovens, para que eles construam conceitos éticos sólidos que os guiarão durante toda a sua carreira.

 

“Nossa experiência junto às empresas-cliente reforça cada vez mais o entendimento de que Ética se aprende, principalmente em se tratando da característica sociocultural do Brasil - nação jovem, ainda em formação de padrões éticos mais rígidos. Neste contexto, cabe às empresas o papel de colaborar de forma mais ativa para a formação dos profissionais brasileiros nos temas comportamentais relacionados à ética e valores organizacionais, e não apenas com a capacitação técnica. Os profissionais são contratados por suas competências técnicas, entretanto, boa parte das vezes, demitidos por seu comportamento”, afirma Reggio.

 

Os dados da pesquisa foram obtidos por meio do processo de Análise de Aderência à Ética Empresarial da ICTS Protiviti. O nível de aderência à ética do participante é avaliado a partir de reflexões de temas éticos, com questões opinativas e análise do posicionamento frente a dilemas éticos, por meio de três instrumentos (aplicação de questionários, pesquisa documental e entrevista estruturada).

 

O papel do RH na cultura ética

 

Para Reggio, houve um despertar das empresas para a cultura da ética e da transparência devido também à recente regulamentação da Lei Anticorrupção (12.846/2013) e à exposição pública da Operação Lava-Jato, em especial nas empresas que atuam comercialmente com os entes públicos.

 

“Neste cenário, as empresas consideradas sustentáveis são aquelas que possuem um conjunto integrado de políticas, processos, controles e práticas de gestão, que constituem a Governança Corporativa. É necessário reforçar não somente os aspectos tangíveis, como também os de difícil complexidade relacionados à ética, valores e integridade de conduta”, afirma Monica Gonçalves, gerente de compliance individual, da ICTS Protiviti.

 

A partir do momento em que a Cultura Ética Empresarial passa a ser pauta de discussão dos executivos, cabe aos Recursos Humanos assumir o papel estratégico, com a missão de alinhar, reforçar e direcionar esse tema no ambiente corporativo.

 

Para os especialistas da ICTS, entender e influenciar o posicionamento ético dos profissionais é fundamental para viabilizar a implementação de ações, objetivando o desenvolvimento do ambiente e da cultura ética na organização. Fator este preponderante para a gestão estratégica de pessoas.

 

“As ações promovidas pelas empresas, a exemplo da crescente adoção de códigos de ética e conduta, não têm sido suficientes para garantir atitudes éticas. É necessário ampliar os mecanismos utilizados, buscando maior eficácia”, assegura Reggio.

 

“A identificação do nível de aderência à ética não pressupõe rotulações e exclusões, mas visa a compreensão do seu comportamento ético, possibilitando a sua gestão por meio de políticas, assessment, coaching, desenvolvimento de líderes, reforço à cultura e valores éticos, medidas disciplinares, processo seletivo, comunicação interna, entre outros”, complementa Monica.

 

 

via Canal Executivo

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